Wagner Borges: Nem luto, nem dramas… Só estrelas!

(Quando o Amor faz a dor ir embora…)

Ah, meu amigo!
Ninguém morre…
É só a vida que sorri em outro plano.
Os sentidos do corpo não registram quase nada.
Muito menos a totalidade do universo e seus desdobramentos.
Há coisas que não se veem, só se sentem…
O Invisível é tão real quanto o visível.
Mas só o coração é que sabe disso.
Por isso, ele compreende o mistério…
Há canções que não se escutam com os ouvidos.
E toques que não são físicos.
Ah, quem é capaz de medir ou pesar um sentimento?
Muitos sentem saudades e vão aos cemitérios.
Mas há outros que olham para cima…
Porque sentem que o lar espiritual é o mesmo das estrelas.
Alguns olham fotos e choram, por um passado que não volta.
No entanto, outros olham para frente, e seguem…
Porque eles sentem algo a mais…
Ah, isso não se explica…
Porque é toque do Invisível no coração.
E faz olhar para cima, com os olhos brilhando.
Saudade não tem idade; nem nenhum espírito.
Sete palmos de terra não seguram o que é sutil.
Ah, a vida canta em tantos lugares…
E quem pode afirmar que só tem vida aqui?
O cadáver se dissolve no solo; a consciência, não.
O que é da Terra retorna para Ela; e o que é das estrelas volta para elas…
A canção dos astros retumba por todas as esferas…
Mas só o coração escuta, e se encanta.
Porque, mesmo olhando para um túmulo, ele só vê estrelas.
Muitas vezes, a dor de uma perda faz tudo ficar sombrio.
Então, do Invisível descem toques sutis e amigos…
Que, de alguma maneira, sempre chegam a quem precisa.
Não são toques físicos, nem podem ser pesados ou medidos.
São como os sentimentos. Quem pode explicá-los?
Nas ondas do Amor, desaparecem as tumbas, e só se vê estrelas.
E a dor se vai… E as flores ficam tão lindas.
E aí, não dá mais para colocá-las sobre uma tumba.
Dá vontade de oferecê-las para outro coração, pela vida.
Dá vontade de fazer algo bom, em homenagem a quem partiu.
E o luto se vai… na vida, que sempre chama.
E isso não se explica, só se sente.
A vida pulsa em todos os planos…
E quem ama sabe disso.
Porque seu coração escuta o som das esferas.
Ah, meu caro!
Ninguém morre…
É só a vida que segue cantando, por aí…
Nada de tumbas ou dramas.
A vida é maior do que isso.
E sempre segue, na Terra, ou no Astral, e mais além…

P.S.:
Você queria uma mensagem espiritual.
Desculpe, mas não tenho nada aqui.
Porque eu não mando em nada, meu amigo.
Só escrevo o que sinto em meu coração.
E, muitas vezes, o Invisível me inspira nisso.
Não posso lhe provar nada (e nem quero).
No entanto, talvez você capte algo nessas linhas.
E, se assim for, sua dor irá embora.
Porque um Grande Amor ficará no lugar.
Então, finalmente você compreenderá…
Que há coisas que não se explicam, só se sentem.
E isso não está em meu poder, mas em você mesmo.
Oxalá você não veja mais túmulos tristes, mas, estrelas.
E que seus olhos sejam como dois sóis.
E que o Amor arrebate seu coração, meu amigo.

(Dedico esses escritos também para todos os que sofrem pela perda de alguém. 
Eu gostaria de ir até vocês e abraçá-los, e dizer-lhes das presenças extrafísicas que vejo e que me pedem para escrever falando sobre a imortalidade da consciência; gostaria de estender o abraço delas até vocês, de alguma maneira; não para confortá-los de forma passiva ou doutrinária, mas, em nome da vida.
Ah, como eu gostaria de abraçá-los, de um a um, em nome de seus entes queridos que hoje vivem em outros planos. Contudo, não tenho esse poder e não mando em nada, só sei sentir e escrever. Nada posso provar, mas tem uma canção viajando por aí…
E ela fala que as estrelas brilham muito mais no coração de quem ama.
Ah, o sábio grego Pitágoras estava certo. Ele sempre ensinou sobre a canção dos astros, retumbando de esfera em esfera…
E também o grande mestre Toth**, que, lá nas terras quentes do antigo Egito, ensinava para os iniciados que “o Inefável é invisível aos olhos da carne, mas é visível à inteligência e ao coração”.
Oxalá os ensinamentos desses mestres da consciência calem fundo em seus corações, e que a dor de vocês vá embora… na Luz do Todo, que está em tudo.)*

Paz e Luz.

Wagner Borgesmestre de nada e discípulo de coisa alguma, cada vez mais vendo estrelas… com o coração.

– Nota:
* Enquanto eu passava essas linhas a limpo, rolava aqui no meu som uma linda versão da vocalista malaia Imee Ooi para o “The Chant of Metta” (canto de bondade e paz dentro do contexto budista). Então, deixo, na sequência, o link do Youtube para quem quiser apreciar essa canção inspirada.
Imee Ooi:
– “The Chant of Metta” –
http://bit.ly/23XfJ0Q

 

Wagner Borges – nascido no Rio de Janeiro em setembro de 1961 – é pesquisador espiritualista, projetor extrafísico, conferencista, consultor da Revista UFO e colaborador de várias outras revistas como, Sexto Sentido, Espiritismo e Ciência, Revista Cristã de Espiritismo, Caminho Espiritual, e também do Jornal O Legado.

É escritor – autor de onze livros dentro da temática projetiva e espiritual, dentre eles a série “Viagem Espiritual”, sobre as experiências fora do corpo.
É colunista de vários sites na Internet: SomosTodosUm , Revista Sexto Sentido, Revista Caminho Espiritual, Revista Cristã de Espiritismo, site IPPB: www.ippb.org.br, dentre outros.
É radialista – apresentador do programa “Viagem Espiritual”, na Rádio Mundial de São Paulo – 95.7 FM.

* Para ver vídeos e ouvir áudios do Wagner Borges, acesse sua seção em nosso Exclusivo Canal Sol do Everest no Youtubehttp://bit.ly/19I3wr7

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